A ideia do I Sarau das Poéticas Indígenas é reunir índios, escritores indígenas e de outras origens, clássicos e contemporâneos, cuja obra tenha inspiração indígena de alguma região do Brasil. Poéticas, pois aqui não cabe apenas uma única poética, a ocidental ou aristóteleana, mas sua diversidade que vive nos cânticos, na história oral, no ritual indígena, tendo em comum a inventividade e o encantamento com a palavra e suas possibilidades. Essa reunião de poetas e poéticas pretende dar projeção e ânimo a este ainda singelo movimento intercultural e literário que é o da literatura indígena.
Friday, April 17, 2009
Wednesday, April 15, 2009
I Sarau das Poéticas Indígenas
Todo dia é dia de poesia. Com este espírito, o dia 19 de abril foi escolhido pela antropóloga e escritora Deborah Goldemberg, para marcar o I Sarau das Poéticas Indígenas. A idéia, segundo Goldemberg, é reunir escritores(as) indígenas e de outras origens, cuja obra tenha inspiração indígena de alguma região do Brasil. Em outras palavras, nesse I Sarau “não cabe apenas uma única poética, a ocidental [...], mas a diversidade que vive nos cânticos, na história oral, no ritual indígena, tendo em comum a inventividade e o encantamento com a palavra e suas possibilidades. Essa reunião de poetas e poéticas pretende dar projeção e ânimo a este ainda singelo movimento intercultural e literário que é o da literatura indígena” afirma a idealizadora do sarau.
A programação contempla as regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, com escritores(as) indígenas e simpatizantes da causa indígena no país. A respeito dos mitos e lendas da Região Norte, consta a apresentação do antropólogo Pedro Cesarino sobre os índios Marubo; apresentação dos índios Eurico Baniwa e Juju Murá, de São Paulo, que abordam a cultura baniwa e murá; declamação do poema “O Guesa errante”, de Sousândrade e do poema “Cobra Norato”, de Raul Bopp. A declamação está a cargo de Tatiana Fraga. Leitura da lenda das Incamiabas – guerreiras do Amazonas, em Ressurgência, livro de Deborah Goldenberg.
Da Região Nordeste, cabe destacar: a apresentação dos índios Pataxó do Sul da Bahia Manoel Santana e Zé Fragoso; do líder indígena Bino Pankararu (PE), que vive em Real Parque, em São Paulo. Leitura da Escritora Eliane Potiguara (RJ), autora de Metade cara, metade máscara. Leitura de poemas e apresentação do vídeo "Canção peregrina" da escritora Graça Graúna (descendente potiguara, RN), radicada em Pernambuco.
Da Região Sul e Sudeste consta: a apresentação dos índios Guarani Nhandeva, com a índia Poty Porã e o índio William Macena. Leitura do escritor indígena Olivio Jekupe, da Aldeia Krukutu (Parelheiro, em São Paulo). Declamação Nicole Cristófalo em torno dos textos poéticos do escritor José de Alencar e do poeta Gonçalves Dias. Declamação de João Pedro Ribeiro (descendente Kaingang), que relembra o modernismo brasileiro, em parceria com os poetas maloqueiristas Caco Pontes e Berimba de Jesus. Leitura do escritor Douglas Diegues, de Assunción, autor de uma coletânea de poemas Guarani M’Bya. Leitura de Pedro Tostes, poeta do movimento paulistano de “Poesia Maloqueirista. A declamação do indígena Emerson de Oliveira Souza (guarani nhandeva, residente em São Paulo) que traz a leitura de um texto do Pajé Florêncio Portillo, de 1993.
O programa Entrelinhas, da TV Cultura, dedicado à literatura, irá também fazer a cobertura do evento. O sarau acontecerá na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura - considerado um local de celebração da poesia, da literatura e da arte em geral e que serve de cenário para a efervescência da vida cultural.
Nota: o modelo do cartaz, Alikrim Pataxó, vive na Aldeia Olho do Boi, Caraíva, Bahia.

Graça Graúna, Nordeste do Brasil, 9.abr.2009
A programação contempla as regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, com escritores(as) indígenas e simpatizantes da causa indígena no país. A respeito dos mitos e lendas da Região Norte, consta a apresentação do antropólogo Pedro Cesarino sobre os índios Marubo; apresentação dos índios Eurico Baniwa e Juju Murá, de São Paulo, que abordam a cultura baniwa e murá; declamação do poema “O Guesa errante”, de Sousândrade e do poema “Cobra Norato”, de Raul Bopp. A declamação está a cargo de Tatiana Fraga. Leitura da lenda das Incamiabas – guerreiras do Amazonas, em Ressurgência, livro de Deborah Goldenberg.
Da Região Nordeste, cabe destacar: a apresentação dos índios Pataxó do Sul da Bahia Manoel Santana e Zé Fragoso; do líder indígena Bino Pankararu (PE), que vive em Real Parque, em São Paulo. Leitura da Escritora Eliane Potiguara (RJ), autora de Metade cara, metade máscara. Leitura de poemas e apresentação do vídeo "Canção peregrina" da escritora Graça Graúna (descendente potiguara, RN), radicada em Pernambuco.
Da Região Sul e Sudeste consta: a apresentação dos índios Guarani Nhandeva, com a índia Poty Porã e o índio William Macena. Leitura do escritor indígena Olivio Jekupe, da Aldeia Krukutu (Parelheiro, em São Paulo). Declamação Nicole Cristófalo em torno dos textos poéticos do escritor José de Alencar e do poeta Gonçalves Dias. Declamação de João Pedro Ribeiro (descendente Kaingang), que relembra o modernismo brasileiro, em parceria com os poetas maloqueiristas Caco Pontes e Berimba de Jesus. Leitura do escritor Douglas Diegues, de Assunción, autor de uma coletânea de poemas Guarani M’Bya. Leitura de Pedro Tostes, poeta do movimento paulistano de “Poesia Maloqueirista. A declamação do indígena Emerson de Oliveira Souza (guarani nhandeva, residente em São Paulo) que traz a leitura de um texto do Pajé Florêncio Portillo, de 1993.
O programa Entrelinhas, da TV Cultura, dedicado à literatura, irá também fazer a cobertura do evento. O sarau acontecerá na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura - considerado um local de celebração da poesia, da literatura e da arte em geral e que serve de cenário para a efervescência da vida cultural.
Nota: o modelo do cartaz, Alikrim Pataxó, vive na Aldeia Olho do Boi, Caraíva, Bahia.

Graça Graúna, Nordeste do Brasil, 9.abr.2009
Monday, April 13, 2009
C.U.R.T.A. parte 2

C.U.R.T.A. - Cinema Urbano Reservado em Tonéis de Aguardente
Dia: 14 de Abril
Local: Casa das Caldeiras
Rua Francisco Matarazzo, 2000
Abertura espaço 20h / R$ 10,00
Sessão de CURTAS / 21h.
Até 21:30h (pulseira com direito a cachaça free)
Após 22h / R$ 15,00
É cinema pra beber + Música pra assistir + Cachaça pra dançar
Dia: 14 de Abril
Local: Casa das Caldeiras
Rua Francisco Matarazzo, 2000
Abertura espaço 20h / R$ 10,00
Sessão de CURTAS / 21h.
Até 21:30h (pulseira com direito a cachaça free)
Após 22h / R$ 15,00
É cinema pra beber + Música pra assistir + Cachaça pra dançar
Monday, April 06, 2009
Artistas e mendigos
por Heyk Pimenta
Faz um tempo que ouvi o Giovani Baffo dizendo que para o Quintana “poetas não leem poesia, mas as pequenas notas do jornal”, achei que era um levante à canonização e à erudização da arte e não liguei tanto para o que ele estava dizendo, me soou bem mais como um “não leio poesia, escrevo o que eu sinto”. Na segunda vez que ele me disse isso foi quando tínhamos um hóspede em nossa casa que estava comprando alguns jornais por dia, atrás de casa, de trabalho, de carros, aí foi que entendi a história das notas de jornal e fiquei um pouco preocupado.
Nessa semana em resposta a perguntas sobre a importância dos coletivos de arte da contemporaneidade, o Victor Meira me disse que nós os artistas, nos unimos bem mais para nos expormos, para nos divulgarmos do que para que haja algum tipo de convergência estética. Fiquei preocupado de novo e respondi com alguma dureza que tinha ficado decepcionado, não com ele, mas conosco, porque tinha visto um punhado de verdade ali que não estava precisando para terminar a semana.
Hoje me voltaram essas afirmações quando estava lavando um tênis que ganhei do Joannes Jesus, tinha ficado pequeno para ele, foi o tio dele quem deu. Pensei que o Bruno Cordeiro deu um tênis para o Guila, outro para o Giovani, acabo de ganhar dele também um fogão, o nosso aqui em casa, é da proprietária do apartamento e só tem duas bocas. Lembrei que a gente está sempre trocando. Trocando camisas, violões, livros. Dificilmente em forma de troca, mas de presente, que acaba voltando depois em forma de outra coisa, ou no prazer mesmo de ir agradar o amigo, ou por ver que o amigo já passou dias melhores e por aí vai.
Aí fui ver que é fato. Estamos à beira das pequenas notas de jornal, sempre. E é aí que está a convergência: muito mais do que esteticoartística, é uma convergência de grupo comum, a tal da solidariedade de sociedades tradicionais, a tal da mãozinha dos maçons. Precisamos uns dos outros mais do que artisticamente, estamos muito próximos das margens, nos diferenciamos dos moradores de rua pela quantidade bem menor de estrelas que nosso teto tem.
O que nos une é a precariedade, novamente. Por sermos precários fazemos livretos, shows, encontros e almoços juntos. Não conseguiríamos sozinhos. Claro que entre um escambo e outro rola um samba, uma poema, uma ideia fantástica para dominar o mundo, o nascimento de uma marca. Mas isso é por estar perto. É um movimento de mão dupla: o Guila Sarmento me disse que se aproximou de mim por reconhecer nos nossos poemas a mesma língua, a mesma urgência. Que hoje também é urgência por abrigo, por amigo, por confabular, dar sequência junto às coisas que pensamos primeiro sozinhos, enfim ser coletivo.
Há pouco tempo o Sergio Cohn disse: se ficarmos ricos e cada um for trabalhar de um lugar os nossos projetos coletivos, falimos, porque as ideias temos é juntos. Sei que é complicado assumir, mas parece que com outros propósitos vim afirmar novamente um bordão dos anos 1960/70: que o nosso tchan, nosso brilho é o precário.
Faz um tempo que ouvi o Giovani Baffo dizendo que para o Quintana “poetas não leem poesia, mas as pequenas notas do jornal”, achei que era um levante à canonização e à erudização da arte e não liguei tanto para o que ele estava dizendo, me soou bem mais como um “não leio poesia, escrevo o que eu sinto”. Na segunda vez que ele me disse isso foi quando tínhamos um hóspede em nossa casa que estava comprando alguns jornais por dia, atrás de casa, de trabalho, de carros, aí foi que entendi a história das notas de jornal e fiquei um pouco preocupado.
Nessa semana em resposta a perguntas sobre a importância dos coletivos de arte da contemporaneidade, o Victor Meira me disse que nós os artistas, nos unimos bem mais para nos expormos, para nos divulgarmos do que para que haja algum tipo de convergência estética. Fiquei preocupado de novo e respondi com alguma dureza que tinha ficado decepcionado, não com ele, mas conosco, porque tinha visto um punhado de verdade ali que não estava precisando para terminar a semana.
Hoje me voltaram essas afirmações quando estava lavando um tênis que ganhei do Joannes Jesus, tinha ficado pequeno para ele, foi o tio dele quem deu. Pensei que o Bruno Cordeiro deu um tênis para o Guila, outro para o Giovani, acabo de ganhar dele também um fogão, o nosso aqui em casa, é da proprietária do apartamento e só tem duas bocas. Lembrei que a gente está sempre trocando. Trocando camisas, violões, livros. Dificilmente em forma de troca, mas de presente, que acaba voltando depois em forma de outra coisa, ou no prazer mesmo de ir agradar o amigo, ou por ver que o amigo já passou dias melhores e por aí vai.
Aí fui ver que é fato. Estamos à beira das pequenas notas de jornal, sempre. E é aí que está a convergência: muito mais do que esteticoartística, é uma convergência de grupo comum, a tal da solidariedade de sociedades tradicionais, a tal da mãozinha dos maçons. Precisamos uns dos outros mais do que artisticamente, estamos muito próximos das margens, nos diferenciamos dos moradores de rua pela quantidade bem menor de estrelas que nosso teto tem.
O que nos une é a precariedade, novamente. Por sermos precários fazemos livretos, shows, encontros e almoços juntos. Não conseguiríamos sozinhos. Claro que entre um escambo e outro rola um samba, uma poema, uma ideia fantástica para dominar o mundo, o nascimento de uma marca. Mas isso é por estar perto. É um movimento de mão dupla: o Guila Sarmento me disse que se aproximou de mim por reconhecer nos nossos poemas a mesma língua, a mesma urgência. Que hoje também é urgência por abrigo, por amigo, por confabular, dar sequência junto às coisas que pensamos primeiro sozinhos, enfim ser coletivo.
Há pouco tempo o Sergio Cohn disse: se ficarmos ricos e cada um for trabalhar de um lugar os nossos projetos coletivos, falimos, porque as ideias temos é juntos. Sei que é complicado assumir, mas parece que com outros propósitos vim afirmar novamente um bordão dos anos 1960/70: que o nosso tchan, nosso brilho é o precário.
Friday, April 03, 2009
Exposição Jerry Batista
Jerry BatistaNos conhecemos desde criança, crescemos no mesmo bairro, e foi bem em frente da sua casa que vi aquela bandeira da Jamaica com uma mão em primeiro plano escrita nos anéis “AFRO”, O primeiro grupo que Jerry Batista fez parte. Era o último a pegar na lata de spray, os outros integrantes tinham receio de que ele estragasse a pintura. Na mesma época, alguns quarteirões abaixo surgia também outro grupo, chamado “NIGGAZ”. Os grupos se juntaram e fizeram alguns graffitis pelo bairro, promoveram o primeiro encontro de graffiti do Grajaú, no qual comecei a pintar.
Não demorou muito e os grupos se desmembraram, apenas dois resistiram. Alexandre assumiu a assinatura NIGGAZ e AFRO deixou de existir quando JERRY passou assinar seu próprio nome.
No início tínhamos um sonho, imaginávamos ter um espaço agradável para produzir nossa arte, não precisava muito, mas queríamos vender algumas pinturas e disso viver. Muita garra, isso não faltou. Enfrentamos tempestades em alto-mar.
Passada uma década, estamos em terra firme, começando a viver o que sonhamos no passado, ganhando maturidade, conhecendo pessoas que acreditam no que acreditamos... Acreditam na arte construída com muito Amor e assim permitem que a evolução pessoal e profissional aumente de ritmo a cada dia.
Hoje, Jerry Batista com a exposição “1% da arte” inaugura parte do que sonhamos, A Casa Nilo 132, um espaço coletivo e aberto para pessoas que querem ver arte com simplicidade e pureza.
Sejam bem vindos.
ENIVO - 03/03/2009
Friday, March 27, 2009
Sopa de Letrinhas

28/03 (excepcionalmente no último sábado de março)
21:30 no Villaggio Café
Poeta homenageado: Berimba de Jesus
POESIAS de:
Vlado Lima/Mônia MartinsCarlos Savasini/Aline RomarizRose Dórea/Lu SouzaTyta/Cezar VenezianniBittar/Mavot Sirc/Vitória PaternaSimone Teixeira/Solange MazzetoRolan Crespo/Lúcia Helena CorrêaWalter Zanatta/Paulinho das Frases Renata Regina/Binho Santos
Sopa é um evento aberto.É só chegar, botar o nome na lista e declamar.
MÚSICA com:
Tom SoaresBanda MandauFrancisco FreitasMarcio de Camillo
DISTRIBUIÇÃO DE BRINDES PARA AS MELHORES LEITURAS DA NOITE
SOPA NA FAIXA DEPOIS DA MEIA-NOITE
ENTRADA: R$ 5,00
VILLAGGIO CAFÉ
RUA TEODORO SAMPAIO 1229
Subscribe to:
Comments (Atom)


