Tuesday, January 29, 2008

Manifesto NF3

Estamos por aí. Na correria. Na rua. Não temos séde, mas temos sêde. Não temos um espaço – cavamos o nosso em qualquer lugar. Chegamos junto. Sem caneleira. Firme. Duro. Mesmo que seja difícil. Mesmo que seja chato. Doa a quem doer. A questão não é ser ou não ser institucionalizado. Aqui é Brasil. As instituições não funcionam (de qualquer maneira um abraço pros parceiros). Mas essa não é a questão. Sobrevivência é a questão. Comer e correr pelo certo, Não Funciona.

Estamos no universo paralelo editorial, marginal só tietê e pinheiros. Nos arrabaldes e no centro nos encontramos, trocamos e buscamos leitores, mesmo porque brasileiro não entra em livraria nem em dia de chuva. Salve a rua e suas possibilidades. Nada de editorialismo barato-sensacionalista, o mercado nos punge a ser auto-suficientes. Não choramos a nossa condição, não nos auto-marginalizamos, tentamos estar aonde for. Entramos em portas abertas e chutamos as fechadas. Chegar junto maltrapilho em festa de bacana, Não Funciona.

Vanguarda de sopa é mosca. O que restou foi a capacidade de devoração, o velho é tiragosto para o novo que nasce velho por suas raízes fundas, inimagináveis. Nada é novo de novo, mas nem por isso vamos deixar de acreditar que folhas brotam nos galhos secos. Várias gerações convivem e nós apenas filmamos. Só nos interessa o que não é nosso, lei do homem, lei do antropófago. Sem preconceitos, deixa disso esse papo todo de contrapor apenas por não ser igual. O tempo é outro, plural. Em cada um de nós reside muitos, então porque não conviver? Juntar os supostamente opostos, Não Funciona.

Dos trópicos emanamos arte-ofícios mostrando o que brota aqui, mas sem esquecer diálogos universais. Ultrapassar a fronteira do eu é sempre mais difícil, romper as trincheiras egóicas é batalha de poucos mas necessária e urgente para renovar os estoques criativos, trocar referências e fazer crescer nossa produção. “O senhor me desculpe se acaso invadi a sua aprazível privacidade calma com o meu parco senso estético, mas é que pulula em nossas cabeças esse estranho desejo de comunicar.” Aqui incomodando apenas queremos saber se ainda é possível fazer a viagem de si a si mesmo. Continuará sendo a alegria a prova dos nove? Gritar alto em terras surdas, Não funciona.

Tuesday, January 22, 2008

Feira-Ente + Lançamento da Revista Não Funciona 15

Primeira apresentação da Poesia Maloqueirista (oficial) do ano. A gente andou fazendo assalto poético nuns bares sábado passado. Terra da garoa, sujeita a raios e trovões. Lá na Feira-Ente lançaremos finalmente a edição 15 da Revista Não Funciona, como encerramento das atividades do programa VAI 2007; leva textos de Xico Sá, Marcelino Freire, Clarah Averbuck, Ademir Assunção, Pedro Osmar, Allan da Rosa, Sérgio Vaz, entre outros. Na ocasião preço promocional de R$1,00 para adquirir a danada!



Como Chegar
Segundo o parceiro Humberto Fonseca que está organizando o evento, basta seguir as instruções:
na praça do correio, perto do viaduto santa efigênia tem onibus pra cá, 2182 Jd. Brasil, passa varios desse, também tem busão da Vila Sabrina no mesmo ponto, pegando algum desses bus pergunta ao motorista ou o cobrador se eles conhecem a Av. Jardim Japão, fica bem próximo ao largo da Sabrina, se vcs descerem no centro da vila, é só perguntar pela av. e a Sociedade Amigos de Vila Sabrina.
Se for de carro: vem pela ponte da Vila Maria, ponte Jânio Quadros, quando sair nessa ponte sentido vila maria, vai cair na Av. Guilherme Cotching, acho que é isso aê...vai até o fim... é reto joe.
No final da av. vc vai sair de frente com uma igreja, no último farol, entra a direita, vc vai sair na Av. das cerejeiras, segue essa av. das cerejaeira, vai olhando nas placas, quando vc subir ela, a av. é um pouco extensa, e com algumas serrinhas mas num sai dela mano, uns 3, 4 km, vc vai encontrar outra av. vai ter uma placa Conceição, cruza essa av. vai ter uma ladeirinha, depois e cruzar essa avenida desce uns 300 metros vai ter um farol, tem uma pizzaria perto se chama pizzaria Berlim do lado direito, entra nesse farol, a esquerda, segue reto, ate chegar numa praça, por ali já é o centro da vila, aê é só perguntar pelo pico, e vem pegando algumas info na rua também, mas se fizer esse trajeto aê, cê chega de boa.

Fácil, né?

Saturday, January 19, 2008

Donde Miras

Los hermanos del Sarau del Biño estón em la marcha cultural, la expedición Donde Miras, tiendo pasado por mutchas provacións até a cá, hasta lo presente momiento ya percoreram Taboão da Serra, Embú das Artes, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Juquitiba, Santa Rita y Miracatu.


e la hermana Tula Pilar hacendo los registros todos:

todas as noites
quando senta na barraca
sua caneta desliza nas linhas brancas,
registrando nossa história.

Segue um trecho da caminhada
narrado por ela:

"Nossa primeira parada, após 14 km de caminhada, foi no posto que o Vereador Biscoito trabalha. Após tomarmos água fomos visitar uma reserva indígena Tupi Guarani. Fomos recebidos pela Sara (nome em português), que é professora da aldeia. Para a nossa decepção, os habitantes estavam trabalhando fora vendendo artesanato, inclusive a cacique, que não estava. Conversamos um pouco enquanto alguns compravam artesanatos, arcos e flechas, zarabatanas e faixas para o cabelo. Em seguida fizémos uma roda para dançar enquanto a Sara cantava. Fomos embora emocionados ao som do canto suave e maravilhoso daquela moça".

Aueté Sara!!



*acompañe la trajetória hasta la Curitiba en lo endereço debidamente linkado a cá!



mutcho axé!

Thursday, January 17, 2008

acordados trench town (hoje)

Acordados – fragmentos é romance publicado pelo Selo Demônio Negro. Retrata a vida "daqueles que estão de acordo, que varam madrugadas trabalhando ou em festas enlouquecidas, sempre em conformidade com regras e desejos, cujo cumprimento parece ser inexorável, inescapável". O enredo gira em torno de uma reunião de negócios sobre o entulho que restará da implosão de um presídio. Nas palavras de Alberto Guzik, "pode-se pensar em um assunto mais sombrio e banal? Que sinistra sociedade tem de fazer reuniões de alto nível para destinar o entulho do que um dia foi uma sombria prisão?".

DISTRIBUIÇÃO POR CONTRABANDO. E até agora 600 exemplares tiveram um destino incomum: serem contrabandeados afetivamente.

Com a edição contemplada pela pelo Programa de Ação Cultural (PAC), Governo do Estado de São Paulo, foi possível realizar o projeto "Distribuição por Contrabando": A autora convidou 60 colaboradores. Cada um distribui gratuitamente 10 exemplares a pessoas que normalmente não têm acesso a esse tipo de literatura. Os 'contrabandistas' assumem um papel ativo no projeto, pois fazem parte da própria história da publicação. Veja mais aqui: http://acordados.wordpress.com/distribuicao-por-contrabando/

ARTE DA CAPA. A capa da artista plástica Alessandra Cestac, fotos de João Wainer, também acentua a idéia de intervenção: são fotos que a artista já utilizou como lambe-lambes colados pela cidade, projeto Nua Na Rua ( http://acordados.wordpress.com/capa/).

LANÇAMENTO. O lançamento com leitura dramática pelo grupo de teatro Os Satyros (Projeto Teatro Livro) será uma ocasião de confraternização entre contrabandistas e leitores, com apresentação do Juliano Pessanha. Nos dias 18.01.08 e 19.01.08, o livro será vendido pelo preço de custo, R$ 5,00. O preço normal é R$ 20,00.


ONDE ENCOMENDAR/COMPRAR. Na Rato de Livraria ou no Sebo do Bac. Ambos entregam para todo o Brasil.

E assista ao TRAILER ! O vídeo produzido por Rafael Rocha Daud traz depoimentos com pessoas que participaram do projeto que envolve o "Acordados": http://www.youtube.com/watch?v=ftBjpni4RdA

Acordados –fragmentos. Ana Rüsche, 2007. Romance. Selo Demônio Negro. 187 páginas

Informações e fotos: www.acordados.wordpress.com

Friday, December 28, 2007

Retrospectando Maloqueirices

Olha só povo, este blogue só volta ano que vem, sem data prevista. E nem trata-se de férias, mas de trabalhar noutra freguesia, pois aqui em sampa o bicho vai pegar pro lado dos poetas urbanos, então a solução prática é dar linha no pipa mesmo. Aproveitando este ensejo, com todos os clichês de fim-de-ano, estamos postando aqui as atividades que deixamos passar batido devido às correrias constantes de viver na selva de pedra. Infelizmente ainda faltaram coisas relevantes como nossa participação nas Satyrianas (não temos nenhum registro) e a nossa entrevista p/o Metrópolis - TV Cultura (longa história sobre a nossa cópia do DVD com matéria que foi ao ar), além do prêmio Cooperifa e a pintura que a Emília fez de nós durante apresentação, os quais não conseguimos registrar em imagem ainda. As situações que já foram pra galeria do blogue como Off-FLIP e C.A.I- MAL / D.E.Z não entram nesta retrospectiva pois é só dar um rolê nas postagens antigas que tá tudo lá, mas enfim... assim é o Brasil; pontualidade e tudo certinho são coisas bem complicadas e como dizia o Bandido da luz vermelha, na visão do genial Sganzerla: - a gente se esculhamba e se estrumbica. Obrigado à todos que apoiaram e aos que desacreditaram também, pois isso nos fortalece e muito. Muito axé neste ciclo que se renova, ano do dragão, marte, par, etc. VALEU!!!!!

Foto: Davi Tavares

Bienal do Livro - Rio

Bienal do livro - RJ.
A meta: vender o maior número possível de Revistas Não Funciona.
Brigar com Segredos de Harry Potters em Portobellos infantes.
Nos idos de setembro:

a missão

E a Elke tava show! Comprou duas por cinco.

Tivemos que subir lá no alto para ver...

Não-funcionária padrão. Com amor e HUmus!

No Karaoke do marmitex só deu nós, só deu nóóós!

L.A.P.A, pelo beco diVERSOS ratos. E o piano...

Bin laden aprovou, mas não podemos revelar aonde o encontramos.

Casa Amarela -Santo Amaro

Muito intenso o lançamento da Revista Não Funciona 12 na Casa Amarela, em plena praça no centro de Santo Amaro, no início de outubro. Uma galera do supletivo de uma escola da região foi interagir na Récita e não poderia haver complemento de aula melhor. Para ambas as partes. Mano Ivanito nos recebeu muy bien. Aquele axé!

Ivan mandando ver no palco-escada

Povo unido jamais será punido.
Só poesia!